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''Fui em busca do selvagem e encontrei o homem, selvagem foi tentar escravizá-lo''. (Lévi-Strauss ). BOI DE PROMESSA. Vindos de Crato, no Ceará, os irmãos Cid embarcaram rumo à Amazônia em busca de uma nova vida, trabalho, mulher e filhos. Devotos de São João Batista, prometeram à este santo um Boi de Pano caso tivessem suas graças alcançadas.
Fruto de uma promessa e de sonhos realizados, é criado então, em 20 de Outubro de 1913, pelas mãos dos irmãos Cid, um Boi, todo feito de pano, o Boi primeiro de Parintins, boi ofertado a São João Batista.
Alguns anos mais tarde, com a evolução da festa, Felix Cid, repentista e dotado de uma voz maravilhosa, tornou-se ainda o amo do Boi.
HISTÓRIA. O nome, Caprichoso, teria um significado intrínseco a ele, isto é, pessoas cheias de capricho, trabalho e honestidade.
O sufixo “oso”, significando provido ou cheio de glória. Quando somados, “capricho” mais “oso”, poder-se-ia dizer que é extravagante e primoroso em sua arte.
Com todos estes atributos, o boi recebe oficialmente, na Travessa Sá de Peixoto, o nome de Boi Bumbá Caprichoso. O Boi Caprichoso contava, inicialmente, com uma marujada de 20 pessoas, com um instrumental feito de madeira oca com peles de animais. Os símbolos da Marujada eram: a Estrela Maior, o Amo e A Vaqueirada. É de onde vem a inspiração para o símbolo do Caprichoso: a estrela azul. A Marujada de Guerra, assim é chamado o conjunto de ritmistas do boi-bumbá Caprichoso. É um patrimônio da nação azul e branca que leva este nome desde a criação do boi Caprichoso em Parintins.
No passado, antes de se tornar uma Associação Folclórica, o Boi Caprichoso era passado, de tempos em tempos, de uma família para outra, cujo o chefe da família se tornava oficialmente o dono do Boi, cuidando dele e preparando as tradicionais brincadeiras de Boi da época, onde o Boi saia nas ruas para brincar ao redor das inúmeras fogueiras acesas pelos apaixonados brincantes.
RIVALIDADE. O Boi Caprichoso já brincou em toda a cidade de Parintins, sendo por isso considerado o verdadeiro boi de Parintins. Algumas vezes, durante essas saídas do boi pelas ruas da cidade, o Caprichoso encontrava com os brincantes do boi contrário. Foram registrados confrontos violentos, que acirraram a rivalidade entre os dois Bois, desde o início, um sempre quis se mostrar melhor que o outro. Com o passar dos anos, os confrontos foram substituídos pelas apresentações que visavam determinar qual dos bois era o melhor.
Assim a festa foi evoluindo, agregando personagens, alegorias, movimentos, até se tornar o maior festival folclórico da região. O NOSSO CURRAL. O Curral do Boi Caprichoso Zeca Xibelão, em Parintins, na Cidade Caprichoso (lado azul da ilha), leva o nome do primeiro tuxaua da história do bumbá, é o lugar onde são realizados os ensaios e preparativos para a grande apresentação no Bumbódromo e outras festas nos finais de semana como a Tarde Alegre, onde as crianças brincam em um bem organizado boi-mirim e cultivam desde cedo a paixão pelo folclore local. AMOR E PAIXÃO. Atualmente o Boi Caprichoso possui uma nação com uma quantidade incontável de torcedores apaixonados pelo bumbá que defende as cores azul e branca. E afirmam, que quem aprende ou nasce sendo Caprichoso é de se orgulhar infinitamente.
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