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Numa antiga aldeia dos índios Tupinambá, onde o vento sopra com ar de festa, está debruçada a cidade de Parintins, uma pequena ilha banhada pelo imponente Rio Amazonas, terra de gente simples e de rituais que excedem a fantasia da mais fértil imaginação. É Parintins, da paixão por Garantido e Caprichoso, os bois rivais responsáveis pela explosão de sentimentos que misturam garra, fanatismo e o orgulho de ter nascido em terra de índio.
Típica cidade de interior, cercada pela selva Amazônica, Parintins é comum, tem problemas sociais, econômicos, mas tem também a esperança e a vontade do povo guerreiro de crescer, de transformar o lugar em roteiro obrigatório do turismo.
É aqui, neste pedaço de Brasil, que milhares de pessoas se deparam, incrédulas, com um ritual dos mais belos que os olhos possam vislumbrar. A grandiosidade da apresentação retrata as lendas, a natureza, os bichos, o caboclo do Amazonas, seus costumes e tradições. É a festa da floresta, onde místico e a tecnologia caminham lado a lado, inventando novos modelos de encenação e concepção de danças tribais.
Os filhos de Parintins respiram arte, se alimentam de cultura, vestem azul do Caprichoso e vermelho do Garantido, as cores que enfeitam muros, casas e praças da pequena Ilha. Nesta terra, não há coluna do meio. Todos, de alguma forma, estão contagiados pelo ritmo dos tambores, pela dança, pela magia da brincadeira do boi de pano.
Na arte, a inovação, surpreendente, magnífica, surge naturalmente de onde ninguém mais espera. São criações admiráveis, trabalhadas com o sentimento mais profundo do parintinense, que é a paixão pelo boi.
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É o mais apoteótico show da Amazônia. Destaca os bois Caprichoso e Garantido e outras manifestações do folclore regional. Os bois de pano disputam 21 itens na arena do Bumbódromo no último final de semana do mês de junho.
O espetáculo envolvente fascina pela arte, criatividade e rivalidade das torcidas. A brincadeira de rua transformou-se no mais importante evento do Estado.
A toada é o ritmo que transmite entusiasmo e emoção. Se misturam as culturas indígena, negra e branca. O artista não mede esforços e se supera a cada festival, com a alegria que surge de sonhos e mitos amazônicos.
Na arena, desfilam figuras saídas do imaginário caboclo, da realidade do ribeirinho, do seringueiro, do pescador, do índio.
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São cinco mil brincantes de cada boi em pleno êxtase na arena e mais 35 mil torcedores nas arquibancadas do Bumbódromo.
A festa nasceu a partir de uma iniciativa popular. A popularização do evento tem sido um diferencial pelos benefícios econômicos e sociais que o Festival gera na ilha.
Até 2004 a festa era realizada nos dias 28, 29 e 30 de junho. Em 2005, com a ousadia do prefeito Bi Garcia, o evento mudou de data e agora é realizado no último final de semana do mês de junho. A mudança de data somada ao talento e a capacidade que o povo festeiro da cidade foram itens fundamentais para atrair a atenção do público. O crescimento vem acontecendo a cada ano, mudando o cotidiano da cidade e trazendo possibilidades de investimentos.
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